Pedras nos rins: fatores de risco, sintomas e como tratar

Pedras nos rins: fatores de risco, sintomas e como tratar

Pedras nos rins : Saiba tudo sobre esse problema de saúde que afeta a qualidade de vida

O cálculo renal é uma massa com uma textura sólida e pequenos cristais que se encontra nos rins e em outros órgãos do aparelho urinário.

4 gêneros de cálculos renais

Cada um desses cálculos se distingue pela sua formação e principais qualidades.

1. Cálculos de cálcio

São os mais frequentes.

Surgem mais vezes no gênero masculino, entre os 20-30 anos.

Têm tendência para aparecer novamente depois de um tratamento.

O cálcio pode juntar-se com outros elementos, como o fosfato ou o carbonato, compondo os cálculos (ou pedras) renais.

Certos transtornos do intestino delgado, um regime alimentar repleto de vitamina D e problemas metabólicos elevam o perigo de cálculos de oxalato e de cálcio.

2. Cálculos de cistina

Podem surgir em pacientes com cistinúria, um problema renal hereditário e que atinge ambos os gêneros.

3. Cálculos de estruvita

Surgem especialmente no gênero feminino, quando existe uma infecção do aparelho urinário.

Os cálculos podem desenvolver-se bastante e originar um bloqueio no rim, no ureter ou na bexiga.

4. Cálculos de ácido úrico

Ocorrem especialmente em pessoas com um alto ácido úrico e do gênero masculino.

Um regime alimentar repleto de proteína está na origem dessas pedras, tal como a gota, os fatores genéticos e a quimioterapia.

Nota: existem outros gêneros, mas são raros.

Fatores de risco

Os cálculos se desenvolvem sempre que a urina conta com quantidades mais elevadas do que o normal de cálcio, ácido úrico e oxalato ou uma redução de substâncias que evitam a aglomeração de cristais, como o citrato.

Daí que haja uma formação de pequenos cristais que, posteriormente, se aglutinam e se transformam em pedras.

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Eis os principais fatores de risco:

Histórico da família: caso algum familiar seu tenha sofrido de pedras renais, as hipóteses de você desenvolver esse problema aumentam;
Pessoas adultas com uma faixa etária superior a 40 anos, apesar de poder surgir em qualquer idade;
Gênero masculino;
Não ingerir a quantidade de água suficiente diariamente – logo, os cálculos são mais frequentes nas pessoas que vivem em zonas quentes ou suam bastante;
Regimes alimentares repletos de proteína, sal ou açúcar: por exemplo, o sal eleva a presença de cálcio que os rins devem filtrar, o que aumenta a probabilidade de pedras renais;
Obesidade;
Problemas do aparelho digestivo. É o caso da diarreia crônica. Sem esquecer as intervenções cirúrgicas nesse trato, como o bypass gástrico. Tudo se deve às transformações que ocorrem na digestão que influenciam de forma direta a absorção de cálcio e água, elevando as hipóteses de formação de substâncias que originam as pedras;
Outras patologias, como lesões renais tubulares e distúrbios no aparelho urinário, passando por alguns fármacos que elevam o perigo de pedras renais.

Manifestações de pedras renais

Geralmente, as pedras renais não originam sintomas.

Estes apenas incomodam sempre que as pedras se mexem para sair do rim e obstruem o ureter.

Nesses casos, podem surgir uma forte dor e restantes sintomas:

Dores intensas nas costas e que variam, sob a forma de cólicas. É provável que se espalhem para outras zonas, como a área genital e o flanco;
Enjoos e vômitos;
Imensa vontade de ir ao banheiro para urinar, mas não expelir praticamente nada;
Vontade de evacuar, mas não fazer nada (é um sintoma raro);
Sensação de ardor ao urinar;
Presença de sangue na urina.
Procurar ajuda especializada

Se tiver pedras sem sintomas e que foram encontradas através de análises de rotina, marque uma consulta com um urologista.

Caso tenha um ou mais sintomas, dirija-se a um Pronto-Socorro – as dores são fortes e no começo da crise tratam-se apenas com fármacos venosos.

É igualmente necessário fazer exames no Pronto-Socorro para identificar alguma outra complicação (como infecção de urina) e para conhecer a dimensão da pedra – só assim se consegue definir o tratamento mais adequado.

Na consulta, não se esqueça de descrever todas as manifestações e de esclarecer todas as questões.

“Quando começou sentindo os sintomas?” e “como são as dores?” são algumas das perguntas que deverão ser feitas pelo médico.

Como é feito o diagnóstico

É necessário recorrer a exames de imagem, como uma radiografia e uma tomografia de abdômen.

Quando não se encontra em crise, é possível que se realize uma análise metabólica que abrange exames ao sangue e à urina para tentar identificar o que está por detrás da formação das pedras, o que será uma excelente forma de prevenção.

Como tratar das pedras renais

Tudo depende da dimensão e da localização dos cálculos e dos respetivos sintomas.

Sendo assim, quando as pedras contam com um tamanho reduzido e são praticamente assintomáticas, não é necessário se submeter a opções muito invasivas.

Nesse tipo de quadros, será preciso ingerir bastante água (2-3 litros diários) e fármacos para a dor que, provavelmente, sente.

Por outro lado, quando as pedras têm uma maior dimensão e estão associadas a sintomas intensos, o melhor são os tratamentos invasivos: afinal, esse tipo de cálculos não pode sair sozinho, o que estaria na origem de sangramentos, por exemplo.




Eis alguns exemplos de procedimentos invasivos:

Litotripsia extracorpórea através de ondas de choque eletro-hidráulicas: existe uma criação de vibrações intensas para que as pedras fiquem quebradas, facilitando a excreção;
Traqueostomia percutânea: retirada das pedras através de uma intervenção cirúrgica com um corte de pequena dimensão efetuado nas costas do paciente;
Ureteroscopia: é feita a inserção de um tubo fininho pela uretra para extrair as pedras que se encontram no aparelho urinário;
Intervenção cirúrgica de glândulas paratireoides: uma modificação nessas glândulas, que estão junto da tireoide, contribui para uma subida da quantidade de cálcio no organismo, o que pode provocar cálculos renais. Uma intervenção nessas glândulas pode ser o passo essencial para controlar a produção do hormônio.
Fármacos para as pedras nos rins

Eis os fármacos mais utilizados:

Alopurinol;
Ceftriaxona Dissódica;
Ceftriaxona Sódica;
Clortalidona;
Cystex;
Escopolamina;
Higroton;
Lisador;
Nimesulida.
Apenas um médico pode indicar o fármaco mais apropriado tal como a dosagem mais recomendável e a duração do tratamento.

Evite a automedicação e nunca deixe de parar de tomar os fármacos, sem falar com o seu médico.

Caso ingira o fármaco mais de uma vez ou numa dose mais elevada do que a prescrita, obedeça às indicações que estão na bula.

4 formas de prevenir as pedras nos rins:

1. Ingira bastante água ao longo do dia;

2. Consuma poucos ingredientes ricos em oxalato. É o caso da batata-doce e do chocolate;

3. Diminua a presença do sal e de proteínas;

4. Aposte em alimentos com cálcio, mas não exagere nos suplementos: a presença do mineral no sangue tem de ser estável.

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por Igor Pires



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